Archive for agosto \31\UTC 2010

Mania de Aguilhão (semi-automático)

agosto 31, 2010

O executante não se acusa. / Isto é a inocência nazista,/Fidelidade da yakuza /Ou a amnésia stalinista.

Luzes piscam no escuro/ Um bolso furado e uma ânsia no coração. / O bom senso.  Ah… o bom senso! / É simplesmente uma maneira de encobrir e justificar as palavras de ordem.

Todos têm o direito! / De se lançar nas palavras de ordem/ Nessa Mania de Aguilhão.

Irracional, singularmente irracional./Abençoada, ainda mais, mais, mais abençoada / Com o nome de razão, pura, pura, pura razão.

Qual a sua crença? / _A munição / E também a mania de aguilhão.

Beluga, 03/ 2010.

VÍDEOS PARA O MEIO DA SEMANA

agosto 25, 2010

Você tem medo de se entregar ao amor?

You set the scene

Seven & seven is

A house is not a motel

Enjoy!

B.

Um britânico pode “morrer de susto ou então de picadura”- já dizia Manhoso

agosto 24, 2010

Para estabelecer recorde, David Jones mora há 114 dias com 40 cobras venenosas. Ele quer ficar 4 meses junto das peçonhentas, até 30 de agosto. Disse que esse é o desafio de sua vida! Confira aqui!

Jeff Beck no Brasil

agosto 17, 2010

Do Portal G1:

“O guitarrista britânico Jeff Beck confirmou duas apresentações no Brasil em novembro. O primeiro show acontece no Rio de Janeiro, no dia 24 de novembro, no Vivo Rio. O segundo será em São Paulo, no Via Funchal, no dia 25. Os ingressos começam a ser vendidos a partir do próximo dia 25.”

Uma sacada de Pato Fu

agosto 14, 2010

Do ig música :

“O termo técnico talvez fosse “disco de covers”, pois o novo trabalho da banda mineira Pato Fu empenha-se em reproduzir à risca os arranjos originais de temas conhecidos nas vozes de Rita Lee, Roberto Carlos, Paul McCartney, Tim Maia, Elvis Presley, Temptations, Amelinha, Ritchie, Titãs, Paralamas do Sucesso, Pizzicato Five e B.J. Thomas. Mas a sonoridade, apesar de produzida à base da cópia, é totalmente diferente dos originais. Música de Brinquedo, como o nome ajuda a adivinhar, foi inteiramente gravado com o acompanhamento de instrumentos infantis e assemelhados.

De piano de brinquedo e sax de plástico a Genius e teclado-calculadora, vale todo instrumento que não seja “de verdade”. No site www.patofu.com.br, há um making of do disco, autoexplicativo quanto aos brinquedos e à graça e dificuldade de fazê-los tocar música, digamos, “séria”. “Deu muito trabalho. A gente não tinha domínio sobre os instrumentos”, afirma a vocalista da banda, Fernanda Takai, de 38 anos. “Tinha hora que alguém falava ‘não, é muito difícil’. Se não fosse John à frente, a banda teria desistido.”

MUTAÇÕES – A INVENÇÃO DAS CRENÇAS

agosto 10, 2010

Desdo dia 05 deste mês até 01 de outrubro ocorre a 4ª conferência  “Mutações – A invenção das crenças”.  Uma discussão sobre a crença na era da tecnociência. As últimas edições do ciclo abordaram e demarcaram alguns dos graves momentos  da cultura e do pensamento ocidental a partir do que se convencionou  “revolução tecnocientífica”. Nesta, a discussão passa pela indeterminação, incerteza e dúvida – bem como as de ateísmo, nilismo e ceticismo – na busca do entendimento sobre a  idéia de crença.

“Um dos efeitos da revolução tecnocientífica está na mudança das ideias e práticas da crença, entendendo por crença não apenas as religiões, mas também, e principalmente, os ideais políticos, os valores morais e éticos, as novas visões de mundo e as construções imaginárias das artes. As muitas interrogações a que nos conduz o tema da crença talvez devesse se resumir à indagação acerca do que leva as pessoas a acreditarem em coisas inacreditáveis, até mesmo quando dispõem de meios para adquirir todos os tipos de conhecimento.”

Nas conferências são abordados 22 tópicos apresentados pelos participantes: Eugênio Bucci, Newton Bignotto, José Miguel Wisnik, Franklin Leopoldo e Silva, Jean-Pierre Dupuy, entre outros.

As inscrições começaram no dia 26 de julho e ainda podem ser feitas.

Os endereços onde ocorrem as conferências e inscrições são:

Rio de Janeiro | ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

Teatro Raimundo Magalhães Júnior

Av. Presidente Wilson, 203 | Centro

Informações e inscrições:

ABL (21)3974-2595 das 12h às 17h | http://www.academia.org.br

Conferências segundas, terças e quartas às 19h


Belo Horizonte | CASA FIAT DE CULTURA

Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250 | Belvedere

(31)3289-8900 casafiat@casafiat.com.br

http://www.casafiatdecultura.com.br

Informações e inscrições:

APPA | Rua Paraíba, 330 sl 909 | Funcionários

(31)3224-5350 | appa@appa.art.br

Conferências terças, quartas e quintas às 19h30


São Paulo | SESC VILA MARIANA

Rua Pelotas, 141

Inscrições: pelo portal do SESC SP http://www.sescsp.org.br e nas unidades do SESC SP

Informações: mutacoes@vilamariana.sescsp.org.br

(11)5080-3008 de terça a sábado das 10h às 19h

Conferências quartas, quintas e sextas às 19h30


Brasília | Caixa Cultur al

ÁTRIO DOS VITRAIS EDIFÍCIO MATRIZ DA CAIXA

Setor Bancário Sul, Quadra 4-Lote 3/4 | Matriz

http://www.caixa.gov.br/caixacultural

Informações e inscrições:

(61) 3206-9448 / 8173-7268

UnB (61) 2109-0354 ou 2109-0355

Cespe – Centro de Seleção e de Promoção de Eventos

endereço eletrônico para inscrições: http://www.gie.cespe.unb.br

CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA RECONHECIDO PELO FORUM DE CIÊNCIA E CULTURA

Flw,

B.

MORRO DO CRISTO

agosto 4, 2010

O show na praça da matriz São Vicente Férrer foi filmado pelo Wender Salviano e ele fez um clipe com a música “Morro do Cristo”.

Curtem aí:

CONSULTA PÚBLICA SOBRE DIREITO AUTORAL É PRORROGADA ATÉ 31 DE AGOSTO

agosto 3, 2010

A revisão da Lei de Direitos Autorais (LDA) brasileira (lei 9.610, de 1998), proposta pelo Ministério da Cultura (MinC) está aberta para consulta pública desde 14 de Junho. Ofuscada pela Copa do Mundo e casos escabrosos policiais, ela agora ganha importância nos veículos de comunicação de massa, já que outro assassinato ou outras pendengas noticiosas para criação da sensacionalismo como a eleição, ainda não preenche todo o jornal. Até hoje a página cultura.gov.br/consultadireitoautoral, recebeu mais de 2 mil acessos com contribuições dos internautas.

A lei de 1998, uma adaptação da lei de direitos autorais norte-americana, foi considerada pela ONG Consumers Intenational, como uma das piores do mundo em acesso à educação. A LDA brasileira proíbe fotocopiar livros para fins educativos, usar trechos de músicas e filmes para remix e copiar obras para fim de conservação. A lei dos Estados Unidos, Digital Millenium Copyright Act (DMCA), foi uma tentativa de barrar o compartilhamento ilegal de arquivos digitais que cresciam com a internet. O controle de músicas e filmes era feito com travas digitais. Quem tentasse quebrar as travas era considerado criminoso. E ambas as leis  proíbem (proibiam?) o uso de voz alta de e-books por cegos, em aparelhos como o Kindle.

Com a nova reforma não é mais ilegal, em alguns casos, fazer o desbloqueio de aparelhos como o Iphone da Apple; nem quebrar a proteção contra cópias de DVDs ou games; usar programas para o celular utilizar uma operadora diferente; e usar pedaços de outras obras para fazer remixes, no caso, este texto (hã?). O Dadaísmo não é crime. E de quebra acaba aquele peso na consciência sobre o xérox das apostilas dos professores que todos usaram, usam e indicam.

O ponto mais polêmico, no Brasil, é a criação do Instituto Nacional do Direito Autoral (INDA).  O Estado seria responsável por regular a atuação de entidades privadas. Por isso o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), responsável por coletar e repassar os direitos autorais de execuções musicais, é radicalmente contra a reforma proposta pelo MinC. Para o Ecad, a lei de 1998, que não tem uma linha sobre o compartilhamento de arquivos; uso privado; ou remix; e que nunca passou por um revisão; dá conta total da web. Essa discussão pode criar um espaço para o uso não-comercial de obras protegidas e daria uma flexibilidade para os autores discutirem prazos e condições de cessão de direitos.

No Brasil a invalidação de direitos autorais é comum. Nossa política de saúde pública é comentada no mundo por causa da quebra de patentes de medicamentos para produção em larga escala e a preços acessíveis. Os “Genéricos” melhoraram a saúde de muitos. Quebra de patente é quebra de direito autoral. Na música existe o Funk Carioca. Podem falar mal das festas das músicas, mas é a cultura vivida pela maioria dos brasileiros. As festas regadas a funks e Disco(u) da década de 70, nas favelas do Rio de Janeiro, criou a mix do batidão. Nos EUA também é comum a mix de diversas músicas numa só, os chamados “Mash ups”. A bateria simples de Rick James em “Guetto Life”, utilizada por Quincy Jones no disco “Triller” de Michael Jackon, em Billie Jean especificamente, talvez seja o marco inicial dessa mix. Hoje são inseridas várias batidas de diferentes “drum machine” em músicas famosas, além de mixagem de várias músicas numa só.  O mundo inteiro faz festa com pedaços de músicas tocadas em paralelo ou em série. Como é o caso do “Grey Álbum”. A mistura do álbum branco dos Beatles com o álbum preto do Jay-Z que ganhou o mundo em 2005.

Perante as leis de 1998, ao tirar uma foto própria, com fundo, em qualquer parte do mundo (rimou!), você está passivo de processo. Pois no mínimo aquele lugar pertence ao Estado. Se estiver na Times Square então, putz… haja dinheiro. São várias empresas expondo suas logos e marcas.

Vá lá no site,  cultura.gov.br/consultadireitoautoral, dê sua opinião.

B.