Archive for julho \31\UTC 2009

MOJO BOOKS

julho 31, 2009

 

mojo

Talvez não seja novidade para o leitor deste blog a página Mojobooks. Outro dia recebi um e-mail da mesma informando de um lançamento: Somewhere in Time. Mas isso é um álbum do Iron Maiden! Sim. Para quem ainda não ouviu ou leu sobre a Mojo, explicarei.

A proposta é escrever um texto ficcional inspirado na audição de um álbum, ou que estória você escreveria se fosse lançar aquela obra.

Foi o que fez Wesley Viana. Escreveu um texto futurista, científico inspirado no CD da IM. A estória se passa num futuro bem avançado, próximo do 3º milênio. E claro, como o título tem a ver com tempo, há quem possa viajar. Algo que Viana fez foi aproveitar os nomes dos integrantes da banda para criar personagem como o agente da WSF: McBrain.

Um mojo não é extenso. Há entre 10 mil e 30 mil caracteres, contando espaços. É uma boa oportunidade para se fazer uma leitura. Para evitar a dificuldade de ler na tela, você pode imprimir, para isso tem de se cadastrar.

É claro que você pode ser o próximo escritor. Para o seu texto ser aprovado, segundo o site, ele passa por uma comissão de apreciadores.

Fica aí a sugestão para quem gosta de música e leitura. O endereço é www.mojobooks.com.br ou clique aí
mojo books .

Anúncios

FLANELINHAS, UM TRABALHO INFORMAL DE MUITOS BRASILEIROS

julho 30, 2009

Giovanni Lima, Marcelo Ferreira, Wanderson Leal

  

Ou! Posso olhar seu carro? Essa pergunta provoca diversas reações nas pessoas. Indignação, raiva, compaixão, ansiedade, medo entre outras. A cada dia, essa frase multiplica-se nas ruas de Divinópolis. Crescem também os números de pedintes, andantes, limpadores de pára-brisas, lavadores de carro, vendedores infelizes de balas e outras bugigangas. São conhecidos como os “flanelinhas”. Geralmente eles são desinibidos, jovens e com pouquíssima escolaridade ou analfabetos.

Seus locais de sobrevivências são as encruzilhadas das Ruas e Avenidas onde ficam os bares e casas noturnas mais movimentadas, estacionamentos públicos e os semáforos. Há os que assaltam carros, pessoas e praticam extorsão para sustentar seus vícios lícitos e ilícitos. Mas muitos são pais e mães de famílias miseráveis na busca de obterem o sustento seus e de seus familiares. Essas pessoas querem viver, trabalhar e um pedaço de chão para morarem, nada diferente de qualquer outro cidadão.

Uma pesquisa nacional sobre a população em situação de Rua, feita em 2008, numa parceria entre a Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), mostra que 70,9% da população moradora de Rua no Brasil possuem atividades remuneradas informalmente.

Iniciativas de legalização de guardadores e lavadores de carros podem trazer tranqüilidade e ainda deixar o carro com a lataria brilhando. Algumas cidades têm adotado o credenciamento dos “flanelinhas”, transformando-os em sinônimos de segurança e limpeza como é o caso de Belo Horizonte, Fortaleza e Curitiba. Para isso é necessário dar acesso ao estudo para esses trabalhadores, como cursos profissionalizantes para aumentar a escolaridade e abrir novas oportunidades para esses cidadãos. Mas o que assistimos hoje, em Divinópolis, é a insegurança da população com os “flanelinhas”. Já foram feitos diversos pedidos juntos as autoridades, por parte dos proprietários de estabelecimentos comerciais, para coibir este tipo de abordagem.

 

O drama do reconhecimento

foto 1 laercio

Laércio coordena uma equipe de flanelinhas

 Laércio de Freitas de 43 anos é casado e pai de três filhos, sustenta a família com o que ganha nas ruas. Há vinte e cinco anos ele segue essa profissão, e se orgulha muito por fazer um trabalho digno e honesto. Laércio trabalha em equipe, onde ele e mais três colegas oferecem seus serviços em um lugar fixo, numa praça da cidade. O “lavador autônomo” e seus parceiros são afiliados a ACASP – Associação Comunitária de Segurança Pública – e também a Prefeitura Municipal de Divinópolis de onde participam de reuniões e palestras. Para usufruírem do local e da água, eles precisam manter a praça limpa, sinal de que um trabalho bem feito merece reconhecimentos. Laércio garante não estar totalmente satisfeito com o que faz. “Realmente não gosto do que faço, mas não tenho escolha, a qualificação que o mercado exige eu não posso ter, e então não consigo arrumar outros serviços”, diz o lavador.

Ganhando cerca de três salários mínimos por mês, o “lavador” ainda reclama da falta de respeito das pessoas. “As pessoas não conseguem ver essa profissão como uma normal, muitos ainda têm preconceito”, reclama Laércio.

AILTON

Ailton presta serviço na casa do cliente

Alguns conseguiram o seu espaço de trabalho e de “flanelinha” passaram a ser lavadores de carro, tendo respeito e credibilidade de seus clientes, como é o caso de Ailton Antônio de Moura, 48 anos. Ele é “flanelinha” há mais de trinta anos. Pai de quatro filhos, o sustento vem com o que ganha nas ruas. Trabalha sempre no mesmo lugar, e com isso conquistou muitas amizades, das quais, vai até a casa da pessoa para fazer a limpeza dos carros. Já trabalhou em outros serviços, e garante estar ali por influência de amigos. “Meus amigos sempre me chamavam para trabalhar com eles, e receber o dinheiro diariamente foi uma das coisas que me trouxe até as ruas”.

 O “lavador de carros”, assim chamado carinhosamente por todos, garante que no início sentia o preconceito das pessoas, mas agora o tratamento é diferente, às vezes até afetuoso. O dinheiro arrecadado por ele varia entre dois e três salários mínimos, dependendo do dia, mas alguns garantem que não abrem mão do serviço pela amizade feita.

O único medo que envolve Ailton e seus colegas de trabalho são os concorrentes desleais, que atrapalham o serviço deles, fingindo estarem fazendo a mesma coisa, quando na realidade querem apenas o dinheiro. Essa é a realidade que atinge a maioria das pessoas que estão à procura de um serviço, mas que não conseguem atender os pré-requisitos que o mercado exige.

  

O estacionamento rotativo de Divinópolis

 

            O sistema de estacionamento rotativo de Divinópolis ainda não está em funcionamento. Toda a sinalização já foi feita e a previsão para o início das atividades é a partir de julho. A fiscalização será feita pelos agentes de trânsito da Secretaria de Trânsito e Transporte (Divitrans). A cobrança pelo estacionamento ainda não estar regulamentada, mas alguns motoristas pagam para estacionarem seus veículos em determinadas áreas da cidade. A cobrança é feita pelos “flanelinhas”.

GENTIL

O serviço de flanelinhas é uma atividade ilegal

Segundo o Coronel Gentil Alberto de Menezes, Secretario de Trânsito e Transporte de Divinópolis, a Divitrans pretende em parceria com outros órgãos municipais desenvolver um projeto para cadastrar os “flanelinhas” e regulamentar o trabalho feito por eles. “Trata-se de um trabalho a ser realizado inclusive envolvendo o legislativo municipal para que ganhe esse alcance social, na medida em que você possa reconhecer o trabalho que eles irão executar como parceiros do estacionamento rotativo”, afirmou o Secretario.

O Coronel Gentil, afirma já ter sido abordado por “flanelinhas” e se negou a pagar pelo serviço por se tratar de uma atividade não regulamentada, por isso ilegal. “Eu disse a ele que estava exercendo uma atividade ilegal e, portanto passível de comunicação à polícia militar”, disse o Coronel.

Algumas pessoas mesmo não concordando com a cobrança feita pelos “flanelinhas”, pagam para terem seus carros vigiados. O que motiva isso na maioria das vezes é o medo. Rodrigo Severino, Analista de Sistemas, acha um absurdo o cidadão pagar inúmeros impostos que deveriam ser direcionados para a segurança pública, serem coagidos a pagar para que “flanelinhas”, vigiem o carro, mesmo sem nenhuma garantia. “Sinto-me coagido, uma vez que se eu não pagar o “flanelinha”, corro o risco de ter meu carro arranhado, entre outras agressões”, afirmou Severino. Ele diz ainda que por várias vezes pagou para ter o carro vigiado, mas ao retornar não havia ninguém olhando seu veículo e já chegou ser a abordado por um “flanelinha” no estacionamento de um supermercado.

 

Para a Socióloga Maria de Fátima Mendes dos Santos, se a política pública não olhar pela socialização do trabalhador informal, o problema deve aumentar.   

foto sociologa

A falta de respeito é o pior das discriminações

 

1- Porque vem aumentando o número de “flanelinhas” nos grandes centros?

 Divinópolis é uma cidade que ainda não tem muito, mas, por exemplo, em Belo Horizonte, em qualquer esquina lá estão eles. Acredito que a facilidade de ter o dinheiro em mãos, não precisar ter horário para ir trabalhar e principalmente por não precisarem de estudos.

 2-Qual o fator determinante que leva uma pessoa á escolher essa profissão?

 A falta de opção do mercado.

 3-Há discriminação pela sociedade?

 Já discriminou mais, agora acredito que nem tanto. Alguns fazem até amizade com os “flanelinhas”.

 4- Alguns alegam que a qualificação que o mercado exige, a maioria não tem condição de tê-la. Você acredita que há uma discriminação também do mercado?

 Sim, o próprio mercado discrimina. O pensamento dos grandes empresários é que se eles fazem isso não são capazes de desenvolverem nenhum outro serviço.

 5- Você acredita que este número pode continuar aumentando?

 Pode acontecer se o município não mantiver um controle. Acredito que se a prefeitura tiver o controle e ainda fizer parcerias com essas pessoas o “negócio” pode vir a dar certo.

 6- Para eles a profissão é “lavadores autônomos”, porque a sociedade não percebe este serviço como outro qualquer?

 A sociedade ainda possui uma mente fechada para essas questões, e a falta de respeito é o pior das discriminações, e infelizmente é o que mais acontece.

FACINE 04 NA NET

julho 24, 2009

Já está na rede o facine 04.  O conteúdo trata do cinema brasileiro, as produções publicitárias e o realismo na sétima arte com o filme “Ladrões de Bicicletas” (Vários encartes e fotos estavam no singular por isso a falta do s). Quem estiver afim, é só clicar aqui, ou na foto em baixo.

FACINE FAMÍLIA ADAMS 01 copy,

“HOMEM DE FERRO 2”

julho 17, 2009

Previsto para 2010, “Homem de Ferro 2” terá no elenco, além de Downey Jr., Mickey Rourke como Chicote Negro e Scarllet Johasson como Viúva Negra.viúva

HOMEM

ELETROCARDIODRAMA

julho 16, 2009

 

Por Warlen L.

Eletrocardiodrama

Ultimamente tenho a oportunidade de ouvir mp3, com fone de ouvido, claro. Nessas audições, depois que comprei fones novos com um grave bom, tive de ouvir o Eletrocardiodrama.

Na verdade, um álbum que ajudei a fazer, como músico e compositor. Havia um tempo que não o ouvia. Queria saber como funcionava direto no ouvido, sem muitos sons exteriores, ou seja, mais próximo.

Fiquei surpreso. Quem já deve ter gravado música, deve fazer a mesma coisa: ficar um tempo sem ouvir a obra. No caso, a não ser quando gravamos, só ouvia em sons convencionais.

E o tempo passa tão rápido que parece que foi ontem que estivemos enfurnados, dentro do estúdio Cabana, em horas de audições, discussões e emoções…

Ouvindo-o faixa a faixa, com muita atenção, sem demagogia, percebi que fizemos um dos melhores CD’s de ROCK de 2006. Aquelas músicas foram nascendo em uma obra conjunta de quatro elementos que tiveram toda a liberdade de tempo e espaço para trabalhar. Além de compormos o álbum, somos os produtores dele, uma responsabilidade.

Houve consenso dos 4 para aquele número de 14 músicas, pode ser exagerado, no entanto ficou difícil descartar alguma. Uma novidade para a banda: o uso de teclados em certas músicas como “Coma”, “O Pastor do Caos”… sem falar da divertidíssima “Córrego D’Areia” (15) nos momentos finais, para quem teve paciência e curiosidade de ouvir.

Foi um desafio, mas conseguimos equilibrar tudo. No fim todos da banda ficaram satisfeitos e, de vez em quando, comentamos sobre o álbum e temos boas lembranças dos momentos de produção.

251_0a

OUTREM

julho 15, 2009

 

Por Warlen L.

Outro dia, numa conversa acerca de bandas que agradavam tempos atrás, fiquei pensando na abertura de precedente, mostrando ponto positivo para não desagradar outrem.

Álvaro Pereira Junior _ não sabia que tinha apreço pelo som _ escreveu no Folhateen desta semana que se sentiu desatualizado, pois ouviu uma música do Linkin Park, de uns cinco anos, e gostou. Isso porque estava ouvindo uma FM jabá de Los Angeles, segundo ele, que só toca o que “toca” no momento.

Confesso que há bandas que até hoje não consegui ouvir, por mais que tentasse. Porém, mesmo que não seja a preferida, faz lembrar de uma época em que se considera boa por causa da juventude e sua liberdade. Não pela banda. Ou seja, a música tocou demais.

Com amadurecimento, vem a ponderação, isso é o que acontece com muitos que dizem que gostam de umas vacas sagradas, conveniência, acredito.

Na conversa ouvi algumas frases do tipo: “Ah, mais é um grande letrista!” _ “O guitarrista é demais!”. É nesse ponto que queria chegar. A pessoa aprecia por não poder dizer que não gosta, pois virou História, ou admite que era bom? O inferno é o outrem. Circunstância.

Dependendo do interlocutor, é melhor nem comentar, senão a conversa se estende e não se chega a ponto nenhum. Mas, acima de tudo, cabe o respeito pela idiossincrasia de  cada um.

desdentado01

HOMENAGEM

julho 14, 2009

yorkestipe

Thom Yorke, Michael Stipe e Frank Black – Pixies – se juntam em um disco de cover em homenagem a Mark Mulkahy, da banda Miracle Legion. Lançamento previsto para 14 de setembro de 2009. Segundo Folha Online “O disco ainda conta com versões de canções de Mulcahy interpretadas por Ben Kweller e Juliana Hatfield, além das bandas Mercury Rev, The National e Dinosaur Jr.”.

ALICE IN CHAINS

julho 14, 2009

Saiu esta semana o clipe novo do Alice in Chains. A nova formação conta com William DuVall no lugar do falecido Layne Staley. Eles estão no finalmente da produção de Black Gives Way to Blue, desde 1995 que não trabalham em músicas novas.

A Looking In View – Music Video

Se o WordPress não deixar o vídeo aparecer é só clicar aqui.

DIA MUNDIAL DO ROCK – 13-7

julho 13, 2009

Hoje é o dia mais importante da música: o Dia do Rock. Não precisa contar aqui como essa efeméride surgiu… e o velhinho não é efêmero, sofre mutações, afinal, até no Afeganistão ouve-se rock. No nosso país ele chegou ainda criança e foi logo conquistando adeptos, que diga Roberto Carlos, Erasmo e Cia. Mais independente, por causa dos novos tempos, encontra sempre novos ouvintes. Viva o rock!!! Parabéns aos roqueiros!!!

rock-n-roll

A VERDADE

julho 11, 2009

olho

“… o brilho no horizonte do sol negro!”

Verdade

“A verdade dói,
Com ela é que se constrói!”
A verdade sim:
É boa pra você, é ruim pra mim.

Não é 100% verdade.
Diga então a sua idade!
Não é 100% verdade.
Diga então a sua idade!

Verdade ele quis.
Toda verdade ninguém diz.
A verdade sim:
É boa pra você, é ruim pra mim.

Quando aparece, não é verdade.
“Isso é quebra de decoro, uma falsidade!”
Que diga a verdade quem nunca proferiu
Alguma verdade, verdade vil!

“A verdade dói,
Com ela é que se constrói!”
A verdade sim:
É boa pra você, é ruim pra mim.

Sempre há uma justificativa
Para se manter inativa.
Vem à tona o seu vício,
Enfarta o cardíaco.

“A verdade dói,
Com ela é que se constrói!”

por Warlen L.