Archive for março \26\UTC 2008

MAD – A VOLTA DOS MORTOS VIVOS!

março 26, 2008

Nesta semana chega as bancas de todo o país a nova versão da revista MAD.

Publicada em solo tupiniquim desde 1974, a nova teve a numeração reiniciada e as páginas produzidas inteiramente em cores. Uma novidade, pois ela era toda em p&b, de menos a capa. Tudo isso pela bagatela de R$ 5,40.

Dizem que tudo continua lá. As tirinhas Spy vs. Spy, as sátiras dos filmes e o Ota.

Aliás, é o Ota que produz o material nacional e o nome do famigerado é Otacílio d’ Assunção que aconpanhou todas as outras versões da revista no Brasil.

A revista surgiu nos Estados Unidos em 1952, pela EC Comics. E hoje pertence a DC Comics do Batman e Superman e sua marca é a cara de um tal de Alfred E. Neuman.

veja a foto do rapaz aqui em baixo

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É isso!

RRROOOCCCKKK!!!

Depois do arco, o triunfo do pequeno homem

março 15, 2008

          
 Paulo Soraggi 

 Estou no Arco do Triunfo. Doido, do leito direito em relação aos Campos Elíseos, sentido Louvre. Impensáveis palavras para o filho de um pintor de carros e de uma costureira. Pessoas sofridas para as quais desvio o vento que circula a praça Charles De Gaule. Vento que leva minha gratidão e minha profunda admiração.

Acabo de ver impressas as conquistas de Bonaparte. Acabo de ver a chama de um tal soldado desconhecido. Acabo de sentar de mal jeito no banco estreito da praça. Acabo de ler a satisfação dada por De Gaule ao povo francês, que viu seu exército ser tripudiado pelos meganhas nazistas. Paris é bela. Mas ecoa violência, espadas, canhões, decapitações, rendições e buzinas nervosas no improvável trânsito moído em volta do Arco gigantesco. Que beleza aterradora! Destruição em arte. Soerguimento em arte. Pensadores que constroem. Ditadores da liberdade. Escultores da dor. Pintores do amor. Escritores da saudade.

            Meu espírito jorra em minha garganta em duas fontes: a triste, por uma história pesadamente sanguinária; a alegre, por um homem sem crise dos trinta. Um homem pequeno e irredutivelmente simples, cujos cabelos insistem em se livrar do negro da existência para se pratear com o alumbramento das possibilidades.

            Diante da impotência diante de tanta história pontuada em dor, esse desprezível homem recebe o arfar das asas de um pombo e o flerte fluido de seus olhos simpaticamente redondos e vermelhos. Logo chegam outros pombos. E pela primeira vez vejo um corvo.

            Em um banco próximo, duas jovens deixam o suco de laranja de lado. Uma delas tem um caneta vermelha. Ela vai escrever também? Não, vai retocar a maquiagem. Ela pode, ela está na terra de Dior, Napoleão, Chanel, Hugo. Ela não precisa se preocupar se o mundo inteiro reflete essa dualidade parisiense: beleza e dor. Ela passa algo nos olhos e se confere no espelho.

            O pequeno homem não consegue ver se as jovens são bonitas ou feias. O astigmatismo na permite a estigmatização. Ele só consegue perceber que elas insistentemente se retocam e bebem suco de laranja. Elas não percebem que, a oito metros de distância, um solitário homem está mudo, perplexo e apavorado diante de carros que se enrolam em volta do Arco do Triunfo. Um pobre homem pobre, uma discreta vítima das toneladas de história que despencam em seus ombros e sustentam o gigantismo de Paris.

                         (Escrito em doida prosa instantânea – Paris, 19 de julho de 2007.) 

AS GRAVADORAS, O MERCADO FONOGRÁFICO E OS SELOS

março 15, 2008

A banda Churrus assinou contrato com um selo na Itália e o novo disco, “The Greatest Day”, vai ser lançado no país das massas. Mas o interessante desse lançamento é que será apenas em fita cassete. Formato ainda utilizado por lá.

Isso me lembrou o editorial escrito por Sólon do Valle  na Musitec. onde ele relata as décadas de sua vida e suas expêriencia apaixonantes com o áudio, nos anos de final 8.

leia aqui.

FAÇA SEU JUÍZO

março 15, 2008

Foi lançando ontem o filme Juízo de Maria Augusta Ramos, o longa trata da trajetória de adolecentes e jovens com menos de 18 anos diante da lei.

O filme é uma continuação de “Justiça”, dvd indicado e emprestado pelo professor Antônio Marcos em 2006. Retrata a situação dos sistemas judicial e carcrário do Brasil. Em Juízo, o estilo e o método de “Justiça” foram mantidos. o sistema ousado de recurso de “atores” adolescentes com semelhaça física e social é que promete deixar o filme com características únicas. O longa relata um sistema judiciário falho, imposível de resolver contradições e carências de jovens pobres que cometem crimes e infrações.

veja o trailer do filme